quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Trecho (Poesia sem nome) -

Tão vã foi minha vida

que nem minhas amadas conquistei
delas só posso guardar o brilho
no olhar de quando estavam
nos braços de outro.

Ah, os meus amores
Por onde andará Daniela?
Com aquele olhar capaz de encantar
Até o mais endurecido sentimento.


Vivo da lembrança de seus lábios
Encostando-se aos meus
Enquanto quebrava a carapaça
Que envolvia os ressentimentos.
As minhas mãos alisando seus braços
E meus pensamentos no quão breve a felicidade
Me acometeu num fim de tarde escuro.
E depois silêncio.




Ela se foi no bonde das 19 horas
E nunca mais voltou
Levou minha alegria, devolveu-me o amor
Que eu não havia oferecido a alguém.
Ah Daniela, se tu soubeste que penso todas as noites
Naquele fim de tarde em que levaste embora minhas mágoas.



Ah Daniela, preferia ter ficado ao relento
do que saber, após dias de lutas,
da minha incompetência para receber teu amor.


Naquela tarde Daniela
Todos os meus erros
Foram pagos com débito em conta.

É tarde Daniela! Meus amigos se foram - Para sempre
                (Um a um caiu no esquecimento)
Hoje lembrei que outro havia morrido.



É tarde Daniela! O outono se foi, a lua se escondeu
Atrás de nuvens carregadas
de ódio e ignorância
que a primavera trouxe.
E eu gostaria
De ouvir de ti, só uma vez,
para ter uma lembrança pela qual chorar:
- Eu te amo!

   Ézio Sauco.

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